SONHO DE HABITAR GUIMARÃES #01\2009 Video
Imaginemos que estamos numa sala azul clara e passamos para uma outra azul escura, o espaço muda e o tom muda mas no fundo a cor é sempre azul, é assim a nossa visão sobre a periferia de Guimarães.
Tenhamos então em conta a sala, que aparece no nosso vÃdeo, como o espaço onde se encontra a periferia, no qual o mobiliário (elementos formais das periferias: igreja, jardins, habitação familiar) se distribui de forma quase aleatória provocando espaços semelhantes. Isto cria uma periferia descaracterizada e difusa, na qual os seus limites não são claros, nem sequer no próprio contacto com a cidade.
Como diferenciamos então a cidade da periferia?
Através da vivência do espaço pela população. Quando visitamos a periferia durante o dia encontramos um espaço deserto, quase como se o tempo tivesse parado, o movimento pendular levou as pessoas para a cidade, para a sua rotina onde o tempo decorre de forma normal.
Através do percurso da personagem tipo podemos identificar claramente a diferença utilitária dos diferentes espaços, a periferia um espaço de percurso, onde o personagem deambula perdido na desorganização, contraposta pela cidade como espaço de paragem, onde a personagem encontra o que procura.
Assim somos capazes de estabelecer uma forte critica sócio-arquitetónica* na relação da periferia e dos que lá habitam, com o suposto centro urbano: Guimarães.
Imaginemos que nos encontramos numa periferia e passamos desta para outra, o espaço muda, a (des)organização muda, mas no fundo o espaço é sempre semelhante.
Tiago Ranhada, LuÃs Guimarães, Hélder Castro, Hugo Lourenço
*palavra recentemente adicionada ao dicionário (ou não)
Author: pasteldenatas; Uploaded: Jul 5, 2009; Duration: 2:52; Views: 302
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